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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

S. Silvestre Cidade do Porto Liberty Seguros 2017 em 30 minutos

30 de Dezembro de 2017 - 24ª S. Silvestre Cidade do Porto


30 minutos para ver, recordar, e ter já vontade de voltar!


30 de Dezembro de 2018 estamos lá para as bodas de prata ?



domingo, 14 de janeiro de 2018

Correr é preciso

Pelos últimos dia que passo com 48 anos, a vida tem passado assim, a Correr como sempre, com um foco, um único foco! 

Luz orientadora, como um farol avistado do mar em noite de violenta tempestade e a tua embarcação ameaça render-se e sucumbir. Um foco. Uma luz. Uma orientação. E uma missão! Todos temos de a ter para não navegarmos à deriva nem naufragarmos. Por mais apetecível, fácil e tentador que fosse deixarmo-nos abraçar e levar, rendidos e vencidos por alguma vaga mais forte, e nos deixarmos por fim levar ao fundo do mar onde finalmente repousaríamos nossos corpos cansados de lutar, junto dos náufragos e dos tesouros sempre inúteis, mas há que lutar. Porque é preciso.E porque vale sempre a pena!

Há uma missão, que esforço-me por cumprir. A cria e os dependentes. Criá-la, alimentá-la, dar-lhe todas as condições para se tornar num ser independente, autónomo, forte e feliz. E no entretanto dar-lhe as melhores experiências, transmitindo valores e disfarçar algumas dificuldades, fraquezas, limitações, medos. Como se fosse possível. Felizmente ela sabe que sou humana. Mas preciso também fortalecer-me para conseguir continuar a levar o barco a bom porto. Mantê-lo à superfície e direitinho na rota, entre vagas gigantes, chuva e vento forte e trovoadas mais ou menos medonhas. Para ser e também fazer os outros felizes nesta viagem que é a Vida.

Por isso, Correr é preciso! É preciso! Como respirar ou beber água. Correr, é simplemente, preciso! Preciso! De outra forma, definho e naufrago. E a Corrida fortale-me! 

Gosto de pisar a terra molhada, cheirá-la, inebriar-me nos odores de Inverno, enquanto ilusoriamente vagueio em passos de Corrida, sem destino e sem tempo. A lama, a terra, de onde vim e para onde vou, o verde, as plantas, os insectos e as aves, a chuva, o Sol e o arco-irís a envolver-me. A Vida. Corro. Enquanto corro, fortaleço-me. Para toda a restante Vida que há em mim e suas inúmeras vertentes.  

A dose do fim de semana:

Sábado: 5,8 Km - Corrida lenta intercalada com Caminhada, na melhor das companhias (com a cria) - para ver aqui

Domingo: 7 Km em passo de Corrida que não parecia tão lenta, mas foi. Muito lenta até, afinal! Ah...não venham de seguida as justificações, as desculpas nem os lamentos, foi isto e ponto! - a ver aqui







segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Caminhada entre Fortes


Foto de Américo Guerreiro

Caminhada entre Fortes - 7 de Janeiro de 2018
Podia ser outra forma qualquer, a de preencher grande parte deste dia. Mas não. Foi esta!

Caminhar entre Fortes e amigos. Com partida às 9 da manhã junto ao Forte do Alqueidão, passagem pelo Forte da Carvalha e pelo Moinho do Céu, a 320 m de altitude e regresso ao ponto de partida, em circuito circular.

Deu coisa para 21,850 Km, com 750 m de altimetria, e o percurso pode ser visto aqui 
Organização de Rotas e Trilhos, guiada pelo Helder Carvalho, a custo zero para os cerca de 30 participantes que se atreveram, caminharam e venceram. 

Muito vento, alguma lama, aldeias e casas e cães. E cavalos, e javalis (era só um mas pronto), e perdizes e vacas.

Podia ser outra forma qualquer pois podia. Mas esta foi inequivocamente a melhor que podia escolher para passar este dia até às 3 da tarde.

Um agradecimento especial ao nosso guia Hélder Carvalho e também à Rota e Trilhos.


Javali, por Américo Guerreiro

Foto pelo nosso guia Helder Carvalho
Foto pelo nosso guia Helder Carvalho

Pedizes, por Américo Guerreiro
Foto de Helder Carvalho

Cavalo, por Américo Guerreiro

Lama e gente, por Américo Guerreiro
O meu pequeno album de registo fotográfico, pode ser visto aqui

Mais fotos, por Helder Carvalho, ver aqui

E por Amércio Guerreiro, ver aqui

Um cheirinho do que foram estas quase 6 horas de Caminhada, contemplação, reflexão, deslumbre e convívio:
Foto de Halder Carvalho


Foto pelo nosso guia Helder Carvalho


Foto pelo nosso guia Helder Carvalho
 
Foto pelo nosso guia Helder Carvalho




Foto pelo nosso guia Helder Carvalho

Foto pelo nosso guia Helder Carvalho

Foto de Américo Guerreiro

Foto de Américo Guerreiro

sábado, 6 de janeiro de 2018

Estórias que as casas nos contam


As janelas

As janelas permanecem fechadas desde aquele dia. Antes disso, todos os dias pelas cinco da tarde o menino assomava à janela e em bicos de pés encostava a testa à vidraça para ver o pai chegar. O cão, um São Bernardo imponente acompanhava-o sempre. Até àquele dia, em que assistiram ambos ao assassinato do pai, ali mesmo em frente à casa, na estrada. Os gritos do menino e o ladrar enlouquecido do cão ouviram-se pela casa toda, que desde esse dia mantém as janelas e as portadas fechadas. Diz, quem lá passa em certos dias precisamente às cinco da tarde, ainda ouvir os gritos desesperados do menino e o ladrar enraivecido do cão.



Mensagem rápida de Ano Novo

2018

Corre! À tua medida, à tua maneira. Dentro do que podes. E podes mais do que julgas, garanto-te! 

Hoje foram 8 Km em 47min, no campo, que é onde mais gosto de correr. Nascem planos e sonhos no coração, crescem desmesuradamente enquanto corro. Segue-se fazê-los passar pela cabeça e depois trabalhar para e por eles. Para e por mim!



sábado, 30 de dezembro de 2017

24ª S.Silvestre Cidade do Porto Liberty Seguros

24ª edição da S.Silvestre Cidade do Porto Liberty Seguros - 30 de Dezembro de 2017
24 horas de Vida, um flash de alegria e emoção


Foi ao fim da tarde (18:00hrs) do dia 30 de Dezembro de 2017 que decorreu a S.Silvestre Cidade do Porto Liberty Seguros.
Longe da sua 1ª edição, em 1994, com apenas 391 atletas a cortar a meta, esta, a 24ª edição teve 8255 chegados à meta e eu fui um deles, com o maior sorriso do mundo. É incrível o que me faz sorrir!

Esta prova, com um preço inicial de 1ª fase, de EUR 12,00, oferece-nos um ambiente absolutamente mágico pelas ruas do Porto, onde o público e a animação não faltam e sob as iluminações de Natal, corremos num percurso de sobe e desce durante 10 Km, completamente vedado ao trânsito, em absoluta segurança, com abastecimentos de água,  quilómetros marcados e animação. 

Partida por blocos. Chip incorporado no dorsal, controlo a meio da prova, possibilidade de acompanhar o atleta  pelo serviço disponibilizado de Live Tracking, em que em casa, os familiares ou amigos poderiam fazer o acompanhamento em tempo real dos atletas, as classificações ficaram disponíveis rapidamente, envio de SMS para os atletas com o seu resultado pouco depois de terminarem a prova. Uma meta fabulosa, onde apesar da constante chegada dos atletas se corta a linha de chegada em passo de Corrida, tão vigoroso quanto as nossas pernas deixarem, a fazer-nos sentir uns autênticos campeões.

Foi também oferecida uma t-shirt técnica,simples e bonita e uma pulseira luminosa, excelente para quem treina à noite em meio urbano e é muito importante ser visível para os automobilistas.

Foto de Zé Lopes Reportagem
Guarda roupa disponiblizado. Água e uma medalha lindíssima no final, que se poderia gravar com o tempo feito, para além de produtos dos patricinadores como iogurte e pacotes de natas.



E quando já só nos falta correr cerca de 1 km e pensamos já ter visto tudo e concluir que a prova está muito bem organizada e é excelente, entramos no Túnel de Ceuta, coisa ali pelo Km 9 e aí...meu deus, o coração dispara, o asfalto descendente convida a acelerar ao ritmo da música dos Xutos & Pontapés, "...E vou correndo! Já não demora! E vou correndo p'ra ti..."  e emoções crescem no peito e assomam à garganta e quando tentas trautear a canção, há um nó na garganta que entretanto se formou e quase te faz chorar e a tua voz não sai. E ali, nesse instante, olhamos bem para dentro de nós, e inexplicavelmente vamos buscar forças ali, bem dentro de nós, onde nem sabíamos que existiam (ou sabemos mas por vezes esquecemos), e corremos com mais força, e sorrimos, e seguimos para a meta, com o coração cheio, a transbordar de felicidade.


A prova tinha ainda uma Caminhada de 5 Km e a recolha de bens alimentares para quem quisesse contribuir para a Legião da Boa Vontade e ajudar os mais necessitados.

Prémios monetários por escalões, exactamente equiparados entre os dois sexos.

Por tudo isto, pela 24ª edição desta prova, pela excelente organização e por tudo que proporcionou a cerca de 14.000 pessoas, muitos Parabéns Runporto!

Que venham as Bodas de Prata para o ano, que se eu puder, lá estarei de novo!


A minha S.Silvestre Cidade do Porto

Depois das festas, cortei com a já quase rotina natalícia, entre família, comidinhas boas,  doces e fritos e presenteei-me com esta prova, num salto fugaz ao Porto, que me durou precisamente 24 horas. 24 horas magníficas a marcar a minha vida.

Saímos de casa sábado de manhã para irmos almoçar ao Porto. De seguida, foi preparar para ir levantar dorsais e equiparmo-nos para correr. O trajecto entre o hotel e a Loja do Munícipe junto à Partida (onde se levantavam os dorsais) foi feito a andar mas quase a correr. Um nervoso miudinho apoderou-se de mim e caminhava cada vez mais rápido, com o Fernando atrás a lastimar-se que não era preciso irmos tão depressa, mas eu não tinha feito 300 km de carro, para chegar fora de horas ao levantamento do dorsal e não conseguir correr!

Pelo caminho ainda deu para apreciar esta magnífica cidade! E até para algumas fotos!



Mas claro que chegámos a tempo. Havia alguma fila mas despachamo-nos muito rapidamente. Entrega de dorsais e kit de atleta num saquinho, com t-shirt técnica com o tamanho que pedimos, pulseira luminosa, um pacote de natas e panfletos. 

Tempo para um café, conversa e mais fotos.E apreciar. Apreciar! Cada momento. Inalar esta cidade, este ambiente, absorver cada estímulo e deliciar-me no Porto. O Porto é uma cidade muito bonita! Degustei cada instante como degustei o café, com um prazer genuíno e autêntico.




Com Fernando Sousa e  José Sousa - foto de António Sousa - Muito bom reencontrar amigos!











Entretanto era hora de entregar a roupa que queríamos que nos guardassem, para vestirmos no final da Corrida, e alinharmos na linha de partida, no bloco "menos de 50" o que sabia não iria conseguir fazer, mas dentro desse bloco ficamos para o fim e lateralmente, pelo que não atrapalhei ninguém. O Fernando, como tinha estado doente dias antes, optou por me acompanhar, pois o seu nível é outro.De qualquer da formas, combinamos um ponto de encontro, caso por algum motivo nos separassemos durante a Corrida.

Os ponteiros do relógio da torre aproximavam-se das 18 horas, e entre a multidão e muita animação, o tiro é dado. Vamos ainda a caminhar até à linha de partida, onde se pode então começar a correr. Muita, muita gente. Vou calma, tenho de ir calma, são só 10 km mas por motivos (sim, motivos!) tenho de gerir o esforço e ir calma.




E então é como um mergulho na magia das ruas do Porto. Vai escurendo e as iluminações de Natal e o público dão agora luz à prova. Há algum desnível, mas lá vou mantendo o ritmo imposto (6 e picos o km), com o Fernando sempre junto de mim. Ora atrás, ora ao lado ora mesmo à frente, sem puxar, mas motivando-me para continuar. E eu continuei. Deslumbrada. Redescoberta da Corrida e do prazer de correr. Como a Vida, a Corrida redescobre-se, reinventa-se e tem tanto para nos dar, só temos de tentar, acreditar, resistir e lutar também.

E quase sem dar conta, dou por mim no km 9, o Túnel de Ceuta, que me ficará na memória para sempre. Ali, quase na meta, somos brindados com uma animação estrondosa. A música dos Xutos & Pontapés, as meninas a dançar, as personagens, os cartazes com mensagens motivadoras, a luz, tudo! Tudo absorvido com intensidade, processado e  restituído ao exterior depois da viagem ao fundo da nossa alma, atravessando todos os recantos, iluminando-os e traduzindo-se numa força tamanha que nos impele para a frente com toda a força do mundo e que é a nossa afinal. Foram momentos absolutamente magníficos vividos naquele túnel, inesquecíveis para mim.





E com um nó na garganta, saio do túnel ainda com as palavras do Tim a ecoar na alma "Vou correndo..." e dali a nada estamos já nos Aliados, com a meta a poucos metros. Corto a meta junto com o Fernando, recebemos uma medalha muito bonita e tiram-nos uma foto (que ainda não descobri onde andará...). Depois, é alongar, ir buscar a roupa para vestirmos e regresso ao hotel em passo calmo agora.

Meta Cortada, medalha merecida!
Depois, é preciso recuperar energia, hidratar e continuar a degustar o Porto, as ruas, as pessoas, o ambiente, a comida, os sorrisos, a noite, sem frio, sem medo, apenas com serenidade e alegria.

E dali a nada é tempo de voltar. 24 horas se passaram e é preciso voltar. Clara e inequivocamente mais rica!

E daqui a um ano faz a S.Silvestre do Porto as Bodas de Prata e eu quero lá estar de novo!



A excelente recuperação, com hidratação da melhor:





Um brinde a 2018, à Vida, à Saúde, à Amizade e às Corridas


Organização: RUNPORTO

Corri os 10 Km da prova e fui a 4226ª classificada de um total de 8255 chegados à meta, com o tempo líquido de 1h02m10s, num ritmo médio de 6'13"/Km


PosiçãoPos. Esc.Tempo oficialTempo líquidoRitmo
42267601:03:0201:02:1000:06:13



Os primeiros:

Masculinos:
1. Rui Pedro Silva (Sporting), 29m56s.
2. André Pereira (Benfica), 30m32s.
3. Daniel Gregório (Centro de Atletismo de Seia), 30m34s.
Femininos:
1. Salomé Rocha (Sporting), 34m35s.
2. Cristiana Valente (Recreio Desportivo de Águeda), 35m28s.
3. Vanessa Carvalho (Sporting de Braga), 35m47s.

Breves imagens do que foi a 24ª S.Silvestre Cidade do Porto Liberty Seguros:


Fotos:

Por António Sousa, ver aqui

Pela Runporto, ver aqui

Por Zé Lopes Reportagem, ver aqui